sexta-feira, 13 de agosto de 2010


Elos da Vida


Pessoas são como elos...

Elos que se entrelaçam pela força do destino,

Elos que se definem pelo livre arbítrio...

Pessoas formam histórias.

Histórias de vida, com rumos pré destinados...

Histórias de vida, de livre escolha dos próprios atos.

O nosso eu acaba sendo formado de pessoas....

Pessoas que amamos, pessoas que odiamos,

pessoas especiais ou insignificantes...

A nossa história é formada de pessoas...

Muitas delas ficam apenas um pouquinho conosco...

Outras, uma eternidade de tempo físico...

Outras ainda uma eternidade de tempo espiritual.

Essas permanecem conosco mesmo depois que o elo físico se rompe... (Desconheço o Autor)

Edgar Morin - O arquiteto da complexidade





Sociólogo francês propõe a religação dos saberes com novas concepções sobre o conhecimento e a educação
Edgar Modem nasceu em 1921 em Paris. Seu nome verdadeiro é Edgar Nahoum. Fez os estudos universitários de História, Geografia e Direito na Sorbonne, onde se aproximou do Partido Comunista, ao qual se filiou m 1941. Teve papel ativo no movimento de resistência à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Depois do fim da guerra, participou da ocupação da Alemanha. Ingressou no Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), onde realizou um dos primeiros estudos etnológicos produzidos na França, sobre uma comunidade da região da Bretanha. Criou o Centro de Estudos de Comunicações de Massa e as revistas Arguments e Comunication. Em 1998, promoveu, com o governo francês, jornadas temáticas que originaram o livro A Religação dos Saberes.
Márcio Ferrari
mailto:novaescola@atleitor.com.br

Mudanças profundas ocorreram em escala mundial nas últimas décadas do século 20, entre elas o avanço da tecnologia de informação, a globalização econômica e o fim da polarização ideológica entre capitalismo e comunismo nas relações internacionais. Diante desse cenário, o sociólogo francês Edgar Morin, hoje com 87 anos, percebeu que a maior urgência no campo das idéias não é rever doutrinas e métodos, mas elaborar uma nova concepção do próprio conhecimento. No lugar da especialização, da simplificação e da fragmentação de saberes, Morin propõe o conceito de complexidade.
Ela é a idéia-chave de O Método, a obra principal do sociólogo, que se compõe de seis volumes, publicados a partir de 1977. A palavra é tomada em seu sentido etimológico latino, "aquilo que é tecido em conjunto". O pensamento complexo, segundo Morin, tem como fundamento formulações surgidas no campo das ciências exatas e naturais, como as teorias da informação e dos sistemas e a cibernética, que evidenciaram a necessidade de superar as fronteiras entre as disciplinas. "Ele considera a incerteza e as contradições como parte da vida e da condição humana e, ao mesmo tempo, sugere a solidariedade e a ética como caminho para a religação dos seres e dos saberes", diz Izabel Cristina Petraglia, professora do Centro Universitário Nove de Julho, em São Paulo. Para o pensador, os saberes tradicionais foram submetidos a um processo reducionista que acarretou a perda das noções de multiplicidade e diversidade. A simplificação, de acordo com Morin, está a serviço de uma falsa racionalidade, que passa por cima da desordem e das contradições

Tecnologia & Educação


No mundo moderno, os avanços da ciência e da tecnologia são muito rápidos e o papel do educador é de fundamental importância; é de sua competência que depende a qualidade do ensino/aprendizagem. Pensar em educação transformadora é pensar em tecnologia como instrumento para desenvolver competências, de forma significativa, que provoquem mudanças, através do uso das novas tecnologias, utilizadas na Pós Tecnologia em Educação PUC-Rio , na formação dos professores através da educação à distância.
As Tecnologias da Informação e da Comunicação têm vindo a provocar uma enorme mudança na Educação, originando novos modos de difusão do conhecimento, de aprendizagem, e, particularmente, novas relações entre professores e alunos. As pesadas enciclopédias foram substituídas pelas enciclopédias digitais, pela consulta de portais acadêmicos e outros locais diversificados. Passamos a utilizar sistemas eletrônicos e apresentações coloridas para tornar as aulas mais atrativas e, freqüentemente, deixamos de lado o tradicional quadro negro e o giz e passamos diretamente para as superfícies e projeções interativas.
A revolução originada pela Internet possibilita que a informação produzida e disponibilizada em qualquer lugar esteja rapidamente disponível em todo o Mundo, originando uma mudança nas práticas de comunicação e, conseqüentemente, educacionais, em vários aspectos tais como na leitura, na forma de escrever, na pesquisa e até como instrumento complementar na sala de aula ou como estratégia de divulgar a informação, permitindo tanto o ensino individualizado como o trabalho cooperativo e em grupo entre alunos.
O computador por seu lado vem-se afirmando também pelo interesse que causa nos alunos. Curiosos e entusiasmados para aprenderem a mexer, eles ficam atentos a todo tipo de orientação e novidade relacionada ao computador e a Internet. A informática tem, assim, o poder de entreter mesmo aqueles alunos com dificuldades de comunicação e concentração. Deste modo, educar no mundo de hoje é uma tarefa não só das escolas e universidades, mas também da rede mundial de computadores.
Outra questão a ser considerada, é que neste novo sistema do mundo tecnológico, o professor deixou definitivamente de ser o detentor de todo o saber, para se afirmar como um orientador, um intermediário entre o aluno e os conhecimentos que a Internet pode fornecer.
Acredito que o papel do professor no contexto atual é de oferecer aos alunos orientação para consultas e pesquisas, aproveitando eficazmente as potencialidades da Internet.